Refrigeração

O verão brasileiro e o impacto direto nas câmaras frias industriais

Com a chegada da estação mais quente do ano, a gestão da refrigeração industrial entra em um período de pressão operacional.

O verão começou oficialmente no Brasil em dezembro de 2025. Com ele, as temperaturas mais elevadas passam a fazer parte da rotina operacional de indústrias, centros de distribuição e cadeias logísticas que dependem de refrigeração. Esse movimento é previsível, mas seus efeitos sobre a operação nem sempre recebem a devida atenção.

Segundo dados recentes do Instituto Nacional de Meteorologia e do CPTEC, o verão 2025–2026 deve manter o padrão observado nos últimos anos, com temperaturas acima da média em diversas regiões do país, especialmente no Centro-Oeste, Sudeste e parte do Nordeste. Além disso, a combinação de calor e alta umidade tende a se repetir ao longo de dezembro e janeiro, criando um ambiente mais desafiador para sistemas térmicos industriais.


Esse cenário externo se reflete diretamente dentro das câmaras frias. Quanto maior a temperatura ambiente, maior é o esforço necessário para remover calor e manter o setpoint de armazenamento. Para complementar, é importante ressaltar que esse aumento de carga térmica não ocorre apenas por condução nas paredes e no teto, mas também pela maior infiltração de ar quente durante operações de carga, descarga e circulação interna.

Além disso, o impacto do verão não é homogêneo. Cada câmara responde de forma diferente às mudanças externas. Isolamento térmico, volume armazenado, layout, frequência de abertura de portas e histórico de uso influenciam diretamente o comportamento térmico. Por isso, soluções genéricas raramente funcionam de forma consistente durante os meses mais quentes.


Nesse contexto, ganha relevância a gestão baseada em dados históricos. Acompanhar como cada câmara se comporta ao longo do tempo, comparar o desempenho do verão com outros períodos do ano e identificar padrões de desvio permite decisões mais precisas. Com isso, ajustes deixam de ser reativos e passam a ser orientados por evidências reais da operação.

Para complementar, é importante também destacar que parâmetros operacionais que funcionam bem em meses mais amenos podem perder eficiência no verão. Regimes de operação, ciclos de degelo e limites de segurança precisam ser revistos à luz das novas condições externas. Esse tipo de ajuste, quando feito com base em dados, ajuda a absorver a carga térmica adicional sem comprometer a estabilidade do armazenamento.

Outro ponto relevante é a previsibilidade. O verão se estende por semanas e seus efeitos se acumulam. Monitorar continuamente o desempenho térmico ao longo de dezembro e janeiro permite antecipar problemas, reduzir riscos de falha e evitar perdas associadas a desvios prolongados.

No fim das contas, o verão funciona como um amplificador das condições existentes. Operações bem ajustadas tendem a manter estabilidade, já sistemas que operam no limite passam a apresentar sinais mais claros de estresse térmico. Entender esse comportamento e agir de forma estruturada é parte essencial da maturidade operacional da cadeia do frio. Entre em contato com a Polus e garanta o ajuste otimizado das suas câmaras para estes momentos de pressão.

Fontes

Instituto Nacional de Meteorologia (INMET)

Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE)

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

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